Osvaldo Miguel Moises, mais conhecido como Gato Preto, nasceu em Luanda aos 20 de maio, natural do Sambizanga. É artista multidisciplinar e com uma identidade peculiar. Começou a sua carreira como grafiteiro e pertenceu ao movimento hip hop nas ruas de Luanda. Posteriormente inspirado pela cultura Tchowé, Mucubal e Nhaneka-humbi numa vertente urbana, moderna e futurista.
Em 2017 foi chamado para fazer parte da fundação Rui de Matos pela Lwana Ribas Matos na FRM, e teve formação com artistas nacionais e estrangeiros que o inspiraram e o ajudaram a perfeiçoar as suas habilidades com diversas técnicas da arte nas modalidades de pintura águarela, performance, desenho, modelagem, colagem, instalação, grafite, escultura e caricatura.
Os seus registos artísticos são focados na cultura africana, liberdade social, igualdade social, aceitação da morte e socialização. É professor de grafite na fundação Rui de Matos e na Instituição Circuito Fechado Duro no Sambizanga.
Em 2019 participou na exposição colectiva no Museu Nacional de Kinshasa RDC, com uma pintura em tela que retratava a dessocialização entre Angola e RDC, lá fez parte da performance colectiva em homenagem ao Nzinga Mbandi e Kimpa Vita. No mesmo ano participou da performance urbana a Escravatura Moderna com o artista plástico Joselina Pemba da Galeria Arma. Em 2020, participou na performance da Joselina Pemba. A Queimada da Amazona, tendo participado depois na exposição do Museu da moeda Ensa Arte, XV edição de 2020.
Efectuou a sua primeira exposição individual “Mundanismo”" que lançou sua marca de roupa “Dimundo” com o artista Belga Cristophe Sat Darshan participou em duas das suas exposições, uma em 2021 e a outra em 2023. Exposições intitulada a “Cascara oculta” com 3 máscaras modernas, dois murais e desfile de moda no museu de Antropologia de Angola em Luanda. Fez depois um desfile de moda alusivo ao dia do albinismo com o Rui Lopes e amigos.