Henrique Luaty da Silva Beirão é um rapper e activista luso-angolano conhecido pelo seu ativismo em prol da liberdade de expressão, democracia e luta anti-corrupção.
Popularmente conhecido como Brigadeiro Mata Frakuzx e Ikonoklasta no mundo rapper do qual é músico desde 1994. Faz igualmente serviços de tradução e filantropia.
Popularmente conhecido como Brigadeiro Mata Frakuzx e Ikonoklasta no mundo rapper do qual é músico desde 1994. Faz igualmente serviços de tradução e filantropia.
Vida e trabalho
Está casado com Mónica Almeida e é filho de João Beirão, descendente de aveirenses[6], que era filiado no MPLA e director geral da Fundação José Eduardo dos Santos até à sua morte em 2006.
É licenciado em Engenharia Electrotécnica, em Plymouth (Reino Unido) e em Economia, em Montpelier, França.
Activismo político
Entra em greve de fome após detido em prisão preventiva, decidindo cessar voluntariamente a alimentação como forma de protesto político. As detenções que aconteceram a 20 de junho de 2015, com um grupo de 14 – entre os quais Luaty – que tinham-se juntado para discutir o livro: “Ferramentas para destruir o ditador e evitar nova ditadura — Filosofia política da libertação para Angola”, escrito pelo jornalista Domingos Cruz, também ele detido, e que circula apenas de forma clandestina. A obra é inspirada no autor Gene Sharp, “Da Ditadura à Democracia - Uma Estrutura Conceptual para a Libertação” (1993), obra conhecida por promover o uso da ação não-violenta em conflitos ao redor do mundo. Seriam depois formalmente acusados, a 16 de setembro, de prepararem uma rebelião e um atentado contra José Eduardo dos Santos.
A 22 de Outubro do mesmo ano, sempre em greve de fome e estando numa clínica da capital (Luanda), Luaty recebe a visita do embaixador de Portugal em Angola, João da Câmara, para uma breve reunião com o mesmo. Depois da reunião, João Da Câmara sai daquela unidade sem prestar qualquer tipo de declaração.[14] Depois, em 26 do mesmo mês, dia em que completou 36 dias em greve de fome, anuncia através de carta enviada à redacção do Rede Angola pela sua sua família que termina a referida greve.
Após o seu julgamento, em 28 de Março de 2016, Luaty foi condenado e cumpriria cinco anos e seis meses de prisão.
Libertação
Na tarde do dia 29 de Junho de 2016, Luaty e seus companheiros Hitler Samussuku , José Gomes Hata, Arante Kivuvu, Sedrick de Carvalho , Nelson Dibango ,Inocêncio de Brito e outros foram libertos pelo tribunal Supremo de Luanda e passa então a usufruir de sua liberdade ainda condicionada.
A notícia se espalhou rapidamente pelas redes sociais e se tornou matéria principal nos meios de comunicação de massa de Angola, África e de algumas TVs e Rádios da Europa e América.
Fontes:Wikipedia