Milita canta desde os três anos de idade. Nascida em Luanda a 28 de abril, é a caçula de oito filhos.
Descoberta por Tito d'Assunção, amigo da família, produtor do Grupo Folclórico de Angola, que se apresentava nas melhores casas de shows de Luanda, a pequena Camila era a mascote do grupo, cantando e dançando. Anos mais tarde, a Emissora Oficial de Angola lançou o programa de rádio "Gente Nova" de Manuel Moreno. A jovem então passa a cantar no programa sob o pseudônimo de Milita.
Com uma popularidade cada vez maior, Milita é chamada a cantar em espectáculos ao vivo, nomeadamente "Kazumbi" e "Chá das Seis", passando a actuar por todo o país. Integrou também a caravana artística da Cruz Vermelha e cantou para as Forças Armadas Portuguesas - oportunidade de grande distinção.
Em 1965 foi eleita a “Princesa do Rádio”. Nessa época, ela também participou de desfiles de moda como modelo e foi convidada várias vezes para participar de filmes, musicais e outros projetos. Estudou e trabalhou em paralelo.
Devido à instabilidade política do país, Milita, já casada, foi com o marido para o Brasil. Uma fase difícil para a cantora, que teve que deixar sua terra natal em 1975, afastando-se não só de seus inúmeros fãs, mas também de sua família e amigos.
Nem mesmo no Rio de Janeiro ela saiu do meio artístico. Cantou e participou, entre outros, no filme de Norma Benghell "Eternamente Pagú". Ela conheceu e conviveu com inúmeras personalidades brasileiras. Em 1991, regressou a Portugal e três anos depois gravou o álbum "Eu sou Angolana".
Em 1997 mudou-se para Paris, onde em nome da Embaixada de Angola colaborou em eventos e zela pelo bem-estar da comunidade angolana em França.
Hoje, cantora, poetisa e compositora, continua a ser procurada e continua a dedicar-se a vários projetos artístico-culturais.
Sua inspiração é infinita e seu carisma contagiante.
Esbanjando alegria, e com muito jig, a artista é uma fonte de energia e otimismo, que inspira a todos.
Em Angola ainda hoje muitos a consideram "A Voz de Angola", "A Voz de Ouro", "Rainha da Música Angolana", ou simplesmente "Diva".
Apesar da mudança radical em sua vida, Milita nunca saiu da esquina, nem jamais cortou os laços com Angola.
Ela frequentemente visitava o país e se apresentava sempre que a ocasião permitia.
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