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ARTIGOS

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Rap de Rua em Alta: Taniiury Apresenta 'Alvo na Mira' com Colaboração de Peso

Fonte Lea.co.ao Data 2025-08-16 09:53:37

O novo videoclipe mergulha no universo do Trap Drill com uma estética urbana marcante e uma colaboração que impõe respeito

/images/noticias/Miro Rock e a menina dos seus olhos - Visoes.jpg

Miro Rock e a menina dos seus olhos - "Visões"

Fonte Lea.co.ao Data 2023-09-25 23:43:42

Adaptado do artigo da Liplight South Africa de 2009 (11/12/2009)

A guerra continuou e muitos gurus populares como Michel Fio deixaram o país para algo melhor do que o amargo teste da ignorância dos governantes angolanos, e caras como Nguabi, Kizua e etc jogarão fora a distorção e se assumirão com o jazz em troca de pratos quentes. Aí veio o hip-hop, veio o R&B e toda sua bagagem, secando os rios da esperança, e a geração do rock virou fantasma nos cantos de tantos quartos.

/images/noticias/Sergio Picarra Rejeita Condecoracao dos 50 Anos.jpg

Sérgio Piçarra Rejeita Condecoração dos 50 Anos da Independência de Angola

Fonte Lea.co.ao Data 2025-07-19 16:21:09

Protesto Contra a Falta de Liberdade de Expressão e Reconciliação Incompleta

Quem está na lea.co.ao

 Luís Fernandes 0

Luís Fernandes é DJ, designer gráfico, realizador e apresentador de rádio, cuja paixão pela música moldou uma das mais duradouras expressões do rock em Angola: o lendário programa Volume 10. Nascido no Lubango, Huíla, a 29 de julho de 1975, é filho de mãe portuguesa — fã dos Beatles — e pai angolano — fã de música clássica —, Luís cresceu imerso em influências musicais marcantes, e foi o irmão Pedro, baixista e membro da banda Os Mutantes, quem despertou nele a veia rockeira.

No dia 11 de novembro de 1995, a convite da FM Estéreo, Luís Fernandes iniciou a sua jornada radiofónica através de uma participação especial no programa Kurtaki (programa histórico da RFM, com Mi Faria e Luís Salavisa), ao lado de Rui Wakiva e Jacinto da Luz. Apenas quinze dias depois, nascia o Volume 10, um programa dedicado ao rock que viria a dar voz a um género ainda pouco explorado na rádio angolana.

Ao longo de quase três décadas de emissão, o Volume 10 consolidou-se como um verdadeiro bastião cultural — sobrevivendo a mudanças de nome, cancelamentos, perdas de estúdio e escassez de material. Luís Fernandes liderou o programa com coragem e criatividade, improvisando com cassetes, vinis e discos adquiridos até em mercados populares como o Kinaxixi. A música, para ele, era mais do que conteúdo: representava resistência, identidade e uma profunda ligação emocional.

Com o passar dos anos, Luís, Henda Slash Lenine e Mauro Rocker aprimoraram o formato do programa. Por ali passaram várias pessoas, todas deixando a sua marca, mas mantendo sempre vivo o espírito do Volume 10. Tornou-se uma referência incontornável do rock angolano, transmitido aos sábados das 18h às 20h e, durante muitos anos, também de segunda a sexta-feira, das 16h às 17h, na RFM 96.5.

Luís descreve-se como um apaixonado por música, alguém que se entrega de corpo e alma ao que faz. Ainda hoje afirma: “Se eu pudesse viver da rádio, fá-lo-ia.” Casado e pai de família, aprendeu a equilibrar as responsabilidades com as paixões — e o Volume 10 sempre o acompanhou ao longo desse caminho.

Em 2022, após 27 anos à frente do projeto, Luís anunciou a sua saída do programa, motivado por divergências com a direção da rádio e pela falta de respeito pelo percurso construído. Na despedida, emocionado, agradeceu aos muitos colaboradores e figuras essenciais que tornaram a história possível: Rui Wakiva, Jacinto da Luz, Henda, Mauro, Yara Pais, Fidel Shadow e tantas outras vozes que ecoaram naquele estúdio. Recordou também, com carinho, os ex-diretores da FM Estéreo e figuras emblemáticas como Fátima Fernandes, Mi Faria e Luís Salavisa.

O Volume 10 seguiu por mais algum tempo — já fora da grelha da atual Rádio Cultura Angola — sob a liderança de Henda Slash Lenine, Mauro Rocker e Luísa Alexandra, mantendo acesa, enquanto pôde, a chama que Luís acendeu em 1995: um espaço onde o rock encontra morada, onde a música conta histórias e onde a sinceridade é compromisso.

A vontade de continuar a dar voz ao rock, com liberdade, respeito e autenticidade, levou à criação do Rock Marginal, um projeto realizado e produzido por Luís Fernandes, Henda Slash e Luísa Alexandra.

A primeira edição foi para o ar a 19 de outubro de 2025, na Rádio Marginal 104.4 FM, marcando o início de um novo capítulo na história do rock angolano. Mais do que um sucessor espiritual do Volume 10, o Rock Marginal nasceu como uma afirmação: o rock continua vivo, relevante e necessário.

No Rock Marginal, Luís voltou a unir clássicos, novas bandas, entrevistas e cultura rocker, preservando a missão que carrega desde 1995: dar ao rock o espaço e o respeito que ele merece na rádio angolana — agora com energia redobrada.

Luís Fernandes
 Elisabeth Ventura 0

Elisabeth Ventura, conhecida artisticamente como Lira, nasceu e cresceu em Angola, onde desde cedo demonstrou talento para a música. Apesar da paixão pelo Rap, sempre manteve o foco nos estudos, conciliando a vida artística com a formação acadêmica. Licenciou-se em Engenharia de Pesquisa e Produção Petrolífera pelo Instituto Superior Politécnico Katangoji, superando desafios e conquistando seu diploma com distinção.

Elisabeth credita o sucesso acadêmico ao apoio incondicional de sua mãe, que incentivou sua jornada musical, impondo como condição a dedicação aos estudos. Motivada por essa influência, a artista pretende futuramente ingressar no mestrado, embora, no momento, queira aproveitar sua mais recente conquista.

Carreira Musical
A relação de Lira com o Rap começou aos 12 anos, como forma de expressão e superação de dificuldades. Em 2012, sua carreira ganhou forma ao integrar rodas de freestyle, onde desenvolveu sua identidade musical. Desde então, colaborou com vários artistas e produtores renomados do cenário angolano, como Gui Mc, Eva RapDiva, WonderBoys, Hélio Plasma, Duc e Nico, KsDrums, Os Flava, Cia, YoungPower, DH e Nello Boy.

O estilo de Lira se destaca pela irreverência e autenticidade, refletindo suas experiências e visão do mundo. Em suas músicas, aborda temas sociais e pessoais, transmitindo mensagens impactantes aos fãs.

Vida Pessoal e Parceria com Cage One
Desde 2021, Elisabeth Ventura e o rapper Cage One assumiram publicamente um relacionamento. A parceria se consolidou não apenas no amor, mas também na música, com o lançamento do single de sucesso "No Low". O casal celebrou o nascimento do filho Johari em dezembro do mesmo ano, e em 2024, Elisabeth deu à luz Ana Júlia, um dos momentos mais marcantes de sua vida.

No aniversário de Elisabeth, Cage One compartilhou uma emocionante homenagem, destacando seu amor e admiração pela mulher que o tornou um homem realizado.

Reconhecimento Internacional
A ascensão de Lira ultrapassou fronteiras. Em 2020, fez história ao subir ao palco do BET Hip Hop Awards, na icônica sessão Hip Hop Cyphers, ao lado de Cage One. O evento, que já recebeu lendas como Eminem, Busta Rhymes, Kanye West, Pusha-T e 50 Cent, marcou um momento inédito para a música angolana.

Legado e Futuro
Para Lira, 2024 foi um ano de conquistas, tanto na vida pessoal quanto profissional. Além da maternidade, conseguiu realizar 70% dos seus projetos planejados, consolidando sua posição no cenário musical. Para 2025, promete novas surpresas e projetos que continuarão a cativar seus fãs.

Com uma trajetória marcada pela determinação, talento e resiliência, Elisabeth Ventura segue firme em sua missão de inspirar e impactar o público através da música e da arte.

Elisabeth Ventura
 João Maimona 0

Nascido em Kibokolo, Maquela do Zombo, província do Uíge, João Maimona, é actualmente deputado da Assembleia Nacional, pela Bancada do MPLA Estudou humanidade cientifica em Kinshasa, República Democrática do Congo. Em 1978, fixou residência na província angolana do Huambo, onde licenciou – se em Medicina Veterinária.

João Maimona é diplomado em estudos superiores especializados em virologia médica e epidemiologia animal, pelo institut pasteur de Paris e pela École Nationale Vétérinaire d´Alfort, na França.

Poeta, ensaísta e crítico literário, foi membro fundador da Brigada jovem de literatura no Huambo. Foi laureado duas vezes com um dos mais prestigiados prémios nacionais, o prémio Sagrada Esperança, com as obras Trajectória Obliterada (1984) e Idade das Palavras (1996).

Em 1987 foi distinguido com a medalha de bronze no concurso internacional de poesia organizado pela academia brasileira de letras, na cidade do Rio de Janeiro. Sua obra poética é objecto de estudo em diversas universidades, nomeadamente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Portugal) e na Pontifícia Católica de Minais Gerais (Brasil).

Figura em distintas antologias em Angola, Portugal, Brasil, Espanha, Bélgica, França e Macedónia. Alguns dos poemas seus foram objecto de tratamento no âmbito da escultura, numa belíssima amostra de intertextualidade protagonizada pelo escultor angolano Massongi Afonso, um dos mais proeminentes nomes das artes plásticas angolanas, intitulada O falar das Máscaras. Poesia e escultura, exposição essa que sob os auspícios da Alliance Française de Luanda, esteve aberta ao público durante o mês de Abril de 2000, na associação dos franceses de Angola. JM é autor de 7 obras, nomeadamente: Trajectória Obliterada (Poemas – 1985), Les Roses Perdeus de Cunene (Poemas – 1985), Traço de União (Poemas – 1987), Diálogo com a Peripécia (teatro – 1987), As Abelhas do Dia (Poemas – 1988),

Fonte:ueangola.com

João Maimona
 Abel Duere 0

Abel Duerê é um músico, cantor e compositor angolano, nascido em Benguela, a 19 de outubro de 1959. Radicado no Brasil há várias décadas, tornou-se uma das vozes angolanas mais ativas na divulgação da cultura do seu país no exterior, conciliando a música com projetos sociais e culturais.

Natural de Benguela, estudou no Liceu de Benguela e viveu a infância e parte da juventude na cidade. Em consequência do conflito que antecedeu a independência de Angola, permaneceu com os pais em Benguela até 1975. Com o agravamento da situação, a família deixou a cidade numa embarcação de pesca que transportava cerca de mil pessoas, conseguindo chegar a Luanda. Pouco tempo depois, mudou-se para Portugal, onde viveu até 1978, ano em que se estabeleceu no Brasil.

Já no Brasil, trabalhou inicialmente no comércio, mas nunca abandonou a música. Começou a cantar em espaços noturnos do Rio de Janeiro, interpretando temas inspirados nas suas origens e nas tradições musicais de Benguela. Ao longo dos anos, desenvolveu um estilo próprio, marcado pela fusão de ritmos angolanos com influências brasileiras e de outros géneros da World Music, incorporando elementos de semba, kilapanga, reggae, afro e sonoridades celtas.

Entre as suas composições mais conhecidas destacam-se Kimbele, Madalena, Mbemba, Ombaka e Galera. O artista afirma ter sido um dos pioneiros na introdução de sonoridades pop e reggae na música angolana contemporânea, mantendo sempre as suas raízes culturais como principal referência.

Durante a carreira lançou diversos projetos musicais, entre os quais os álbuns Meu Semba, Teu Samba e Sons de Ombaka, bem como o DVD Meu Brasil Africano. Em 2008, participou na digressão Afro Celtic, reforçando o caráter multicultural da sua música.

Ao longo do seu percurso, Abel Duerê partilhou o palco e colaborou com vários músicos. Manteve uma relação de amizade e trabalho com Pop Show, a quem considerava um dos maiores guitarristas do seu género. Foi também através do grupo Afra Sound Star que gravou alguns dos seus trabalhos, incluindo a canção Kimbele, um dos maiores sucessos da sua carreira.

Além da atividade artística, sempre demonstrou um forte compromisso social. No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, criou um projeto dedicado ao ensino da percussão para crianças e adolescentes, oferecendo formação musical teórica e prática. A iniciativa deu origem a uma orquestra de percussão e proporcionou oportunidades de aprendizagem a dezenas de jovens, muitos deles filhos de angolanos residentes no Brasil.

Em 2013, participou no Carnaval brasileiro com um trio elétrico, realizando uma atuação de cerca de seis horas perante milhões de pessoas. A experiência reforçou a sua vontade de levar a música angolana a um público cada vez mais amplo e de envolver outros artistas angolanos na divulgação da cultura nacional durante as festividades.

Vivendo entre Angola, Portugal e Brasil ao longo da vida, Abel Duerê considera-se um cidadão do mundo, mas afirma nunca ter perdido a ligação às suas origens. Em 1992, regressou a Benguela pela primeira vez desde a infância, reencontrando lugares e memórias que marcaram profundamente a sua identidade.

Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Abel Duerê consolidou-se como um dos artistas angolanos que mais contribuiu para aproximar as culturas de Angola e do Brasil. Através da música, da valorização das suas raízes e do trabalho social que desenvolve, continua a promover a cultura angolana além-fronteiras, preservando uma carreira construída com autenticidade e compromisso.

Abel Duere

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